
O clipe All Is Full Of Love da Bjork, dirigido por Chris Cunningham, é muito interessante por sua poética. Na minha concepção ele demonstra a relação do ser humano e a máquina como uma crítica, em que tornamos tão dependentes da tecnologia que algum dia ela chegará a ser semelhante ou superior a nós. A expressividade dos olhos que apresentam na face do andróide, que se assemelha ao rosto da cantora, é exatamente como a de um ser humano. Os brilhos causam a sensação de alguém dentro, onde foi aprisionado naquela forma pelas maquinas, remetendo ao filme do Charles Chaplin, Tempos Modernos, onde seu personagem é “engolido” por uma máquina durante o trabalho na fábrica, época em que a revolução industrial estava em seu auge.
A música fala sobre o amor de uma maneira diferente, em que tudo em volta tem amor, mas a pessoa recusa a recebê-la. E retratando isso de forma irônica mostra dois robôs que tem sentimentos, em que se beijam e se agarram de uma forma tão natural como se realmente fossem humanos, parece que eles podem sentir seu corpo ao toque. Como se tivessem a mesma sensibilidade do ser humano, sendo assim a única diferença entre o humano e máquina, a maneira como foram “construídos”.
domingo, 7 de setembro de 2008
All Is Full Of Love
Postado por R.Joji às 13:33
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1 comentários:
Achei o clipe estupendo,um belo trabalho de computação gráfica.
E também uma bela analogia,conheço pessoas que estão assim,presas dentro de um corpo de metal,incapazes de sair.
Isso é triste,mas Bjork gosta d brincar com a tristeza humana.
Bjs
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